Boa tarde, hj vamos falar do lúdico, de como é importante o lúdico nas brincadeiras infantis...
"É no brincar
e somente no brincar, que o indivíduo, crianças ou adulto, pode ser criativo e
utilizar sua personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo
descobre o eu." (Winnicot, 1975)
O lúdico é um meio que a criança utiliza para
expressar emoções, como: angústia, medo, agressividade e ansiedade. Brincar é essencial na vida da criança, através
do brincar a criança está experimentando o mundo, os movimentos e as reações.
No brincar a criança tem elementos para desenvolver atividades mais elaboradas
no futuro, permite extravasar dos sentimentos, auxilia na reflexão sobre a
situação, criando várias alternativas para o desfecho mais satisfatório ao seu
ver.
O brinquedo possui muito das
características dos objetos reais, mas, pelo seu tamanho, pelo fato de que a
criança exerce domínio sobre tamanho, pelo fato de que a criança exerce domínio
sobre ele, pois o adulto outorga-lhe a qualidade de algo próprio e permitindo,
transforma-se no instrumento para o domínio de situações penosas, difíceis,
traumáticas, que se engendram na relação com os objetos reais. Além disso, o
brinquedo é substituível e permite que a criança repita, à vontade, situações
prazenteiras e dolorosas que, entretanto, ela por si mesma não pode reproduzir
no mundo real.
O brinquedo possui muito das
características dos objetos reais, mas, pelo seu tamanho, pelo fato de que a
criança exerce domínio sobre tamanho, pelo fato de que a criança exerce domínio
sobre ele, pois o adulto outorga-lhe a qualidade de algo próprio e permitindo,
transforma-se no instrumento para o domínio de situações penosas, difíceis,
traumáticas, que se engendram na relação com os objetos reais. Além disso, o
brinquedo é substituível e permite que a criança repita, à vontade, situações
prazenteiras e dolorosas que, entretanto, ela por si mesma não pode reproduzir
no mundo real.
A palavra lúdico vem do latim
ludus e significa brincar. Neste estão incluídos jogos, brinquedos e
divertimentos e é relativa também à conduta daquele que joga, que brinca e que
se diverte. Por sua vez, a função educativa do jogo oportuniza a aprendizagem
do indivíduo, seu saber, seu comportamento e sua compreensão de mundo.
A brincadeira é uma parcela
importante da vida. As experiências tanto externas como internas podem ser
férteis para o adulto, mas para a criança essa riqueza encontra-se
principalmente na brincadeira e na fantasia. Tal como as personalidades dos
adultos se desenvolvem através de suas experiência da vida, assim a das
crianças evoluem por intermédio de suas próprias brincadeiras feitas outras
crianças e por adultos. Ao enriquecerem-se, as crianças ampliam gradualmente
sua capacidade de exagerar a riqueza do mundo externamente real. A brincadeira
é a prova evidente e constante da capacidade criadora, que quer dizer vivência.
Os adultos contribuem, neste
ponto, pelo reconhecimento do grande lugar que cabe à brincadeira e pelo ensino
de brincadeiras tradicionais, mas sem obstruir nem adulterar a iniciativa
própria da criança.
Segundo o dicionário Aurélio, o
lúdico vem do latin ludu e significa jogo nele estão contidos: os jogos,
brinquedos, divertimentos, passatempos; relativo ao jogo enquanto componente do
comportamento humano.
O jogo não suprime, mas canaliza
tendências. Por isso a criança que brinca reprime menos que a que tem
dificuldades na situação e dramatização dos conflitos através desta atividade.
(ABERASTURY, 1982, p. 49).
"Para a criança, a atividade
lúdica, o brincar, o jogar constituem sua atividade principal. Ao brincarem
elas estão “criando" de acordo com os seus conteúdos internos."
(EGLER, 1998)
E no que diz respeito ao adulto?
Para D.W.Winnicott, "É na brincadeira, no jogo, na atividade menos
conflitiva que o homem evidencia também sua liberdade de criação, e talvez toda
a experiência cultural de humano.
Nos jogos, cada participante ao
assumir a criação e elaboração de seus personagens, torna-se capaz de liberar
suas fantasias e crenças. E, como suprema dádiva, neste expressar-se, o passado
pode ser reformulado, a serviço da esperança. (EGLER, 1998)
A ludoterapia passou a ser o
meio pelo qual as relações ruins da criança seriam recriadas,
"consertadas". Através dos jogos e brincadeiras infantis, a criança
poderia simbolizar seus problemas, resolvendo-os em um outro contexto”(
KISHIMOTO, 1998, p.165).
A ludoterapia permite que a
criança expresse seus medos, conflitos e ansiedades, possibilitando (com
auxílio do terapeuta) a elaboração destes sentimentos.
Segundo Axline (1989, p. 32),
pioneira da ludoterapia numa perspectiva rogeriana,
Ludoterapia não-diretiva... pode ser descrita como uma oportunidade que
se oferece à criança para poder crescer sob melhores condições. Sendo o brincar
o seu meio natural de auto-expressão é-lhe proporcionada a oportunidade de,
brincando, expandir os seus sentimentos acumulados de tensão, frustração,
agressividade, medo, espanto e confusão.
Libertando-se destes sentimentos através do brincar, a criança conscientiza-os,
enfrenta-os, aprende a controlá-los, ou esquecê-los. Quando atinge uma certa
estabilidade emocional, apercebe-se da sua capacidade para se realizar como
indivíduo, pensar por si mesma, tornar as suas próprias decisões, tornar-se
psicologicamente mais matura e, assim sendo, tornar-se pessoa.
Diz ainda que, a ludoterapia não
diretiva baseia-se no pressuposto de que todo o indivíduo possuirá as
capacidades necessárias para se educar e desenvolver por si, bem como para ser
o próprio a resolver por si os seu problemas e dificuldades.
A
ludoterapia não diretiva permite ao indivíduo ser ele mesmo, aceitar-se
completamente, sem avaliação ou pressão para qualquer mudança: reconhece e
esclarece as atitudes emocionais expressas pela reflexão do que a criança
expressou
( AXILINE, 1989, p. 48 ).
Segundo a abordagem, a
ludoterapia permite mostrar que as situações problemáticas contidas na
manipulação dos jogos e brincadeiras fazem a criança crescer através da procura
de soluções e de alternativas. O desempenho psicomotor da criança enquanto
brinca alcança níveis que só mesmo a motivação intrínseca consegue. Ao mesmo
tempo favorece a concentração, a atenção, o engajamento e a imaginação. Como
conseqüência a criança fica mais calma, relaxada e aprende a pensar,
estimulando sua inteligência.
Para Bruner (1976), o jogo, ao ocorrer em situações sem
pressão, em atmosfera de familiaridade, segurança emocional e ausência de
tensão ou perigo, proporciona condições para a aprendizagem das normas sociais
em menor risco. A conduta lúdica oferece oportunidades para experimentar
comportamentos que, em situações normais, jamais seriam tentados por medo de
erro ou punição.
Conforme Klein (1963) diante da
dificuldade de verbalizar, o brincar é a linguagem típica da criança, quando
falta a palavra, o brincar expressa tudo, e mesmo quando a palavra já tiver
sido incorporada a linguagem lúdica é mais expressiva que a verbal ou então, no
mínimo um complemento imprescindível.
Aberastury (1992) afirma que ao
brincar, a criança desloca para o exterior seus medos, angústias e problemas
internos, denominando-os por meio de ação. Que ela repete no brinquedo todas as
situações excessivas para o seu ego fraco e isto lhe permitir, devido ao
domínio sobre os objetos externos a seu alcance, torna ativo aquilo que sofreu
passivamente, modificar um final que lhe foi penoso, tolerar papeis e situações
que seriam proibidas na vida real tanto interna como externamente e também
repetir a vontade situações prazerosas.
[...] A maioria das pessoas diria que as crianças brincam por que
gostam de o que fazer, e essa é um fato indiscutível. As crianças têm prazer em
todas as experiências de brincadeira física e emocional. Podemos ampliar o
âmbito de suas experiências fornecendo materiais e idéias, mas parece
preferível fornecer essas coisas parcimoniosamente e não em excesso, visto que
as crianças são capazes de encontrar o objeto inventar brincadeiras com muita
facilidade, e isso dá-lhes prazer.
É comum dizer-se que as crianças
“dão escoamento ao ódio e a agressão” nas brincadeiras, como se a agressão
fosse possível uma pessoa livrar-se. Isso é verdade em parte, por que o
ressentimento recalcado e os resultados de experiências coléricas ou agressivos
podem exprimir-se um meio conhecido, sem pó retorno do ódio e da violência do
meio da criança. Um bom ambiente, sentiria a criança, deveria ser capaz de
tolerar os sentimentos agressivos, se estes forem expressos de uma forma mais
ou menos aceitável. Deve-se aceitar a presença da agressividade, na brincadeira
da criança, e esta sente-se desonesta se o que está presente tiver de ser
escondido ou negado (WINNICOTT, 1982).
No enfoque de Bruner, ele assina-la como
relevante nas brincadeiras interativas a ação comunicativa entre a mãe e filho
que dá significado ao gesto e permiti à criança decodificar contextos e
aprender a falar, ele concebe o lúdico como forma de exploração, estratégia que
leva ao pensamento divergente, por sua característica pouco opressora e
estimuladora da criatividade.(apud, KISHIMOTO, 1998, p. 142).
As crianças contam as suas
fantasias, sonhos e experiências, tanto as recentes quanto às passadas. Ela
pode descrever o que pensa a respeito dos pais, professores, amigos ou
analista, e pode fazer isso numa conversação comum, ou engajada em um
brinquedo. Portanto, ao valorizar as atividades lúdicas, ainda a percebemos
como uma atividade natural, espontânea e necessária a todas as crianças, tanto
que o brincar é um direito da criança.
A ludoterapia segundo Kishimoto,
passou a ser o meio pelo qual as relações ruins da criança seriam recriadas,
“consertadas”. Através dos jogos e brincadeiras infantis, a criança poderia
simbolizar seus problemas, resolvendo-os em um outro contexto.
A brincadeira permite um
extravasar dos sentimentos, auxilia na reflexão sobre a situação, criando
várias alternativas de conduta para o desfecho mais satisfatório ao seu desejo.
O ato de brincar com outras
crianças favorece o entendimento de certos princípios da vida, como o de
colaboração, divisão, liderança, obediência às regras e competição.
Portanto, as crianças tendo a
oportunidade de brincar, estarão mais preparadas emocionalmente para controlar
suas atitudes e emoções dentro do contexto social, obtendo assim melhores resultados
gerais no desenrolar da sua vida.
Atualmente, as crianças são muito
exigidas em função do mundo em que vivemos: devem saber dominar a informática,
falar outras línguas, praticar esportes, tirarem sempre notas altas na escola,
serem boazinhas e obedientes, enfim, serem 'eficientes' naquilo que fazem.
Estando sempre ocupadas com atividades que precisam cumprir (nem sempre
tendo tempo para brincar, jogar, chorar, brigar...), não conseguem SER o que
são, isto é, crianças, e sobrecarregam-se para serem aceitas pelos outros.
Outras crianças, quando se
percebem em meio a conflitos (entre os pais, dentro da escola ou em alguma
situação específica), acabam "adoecendo" na tentativa de informar que
algo não vai muito bem. Diante tais conflitos, podem se sentir responsáveis por
dilemas que não são seus, mas que vivenciam como sendo.
Tantas responsabilidades podem
prejudicar o desenvolvimento sadio da criança. Assim, a criança se perde e, na
tentativa de sobreviver ao desencontro consigo mesma, utiliza-se de alguns
comportamentos tais quais: agressividade, hiperatividade, angústia, medos,
enurese noturna (xixi na cama), ser bonzinho em demasia, ser apegada a adultos,
estar sempre doente, reter fezes, desenvolver tiques, dentre tantos outros...
Permitir
que a criança se experimente através
de brincadeiras, vivenciando sua fase de desenvolvimento com tranqüilidade:
De acordo com Junqueira (1999,
p.14), o desenvolvimento infantil se encontra particularmente vinculado ao brincar,
uma vez que este último se apresenta como a linguagem própria da criança
através da qual lhe será possível o acesso à cultura e sua assimilação. O
brincar se apresenta como fundamental tanto ao desenvolvimento cognitivo e
motor da criança quanto à sua socialização, sendo um importante instrumento de
intervenção em saúde durante a infância.
Chiattone
(1988, p. 99), se refere ao brinquedo livre, enfatizando:
Apesar do aspecto livre da
atividade, as crianças não brincam por brincar, na medida que durante todo o
período procuramos conversar, orientar e apóia-la da melhor maneira possível. O
próprio brinquedo nos mostra o caminho escolhido pela criança e pelo qual
devemos adentrar e trabalhar os conteúdos existentes.
As atividades com o brinquedo
dirigido são previamente estruturadas e dizem respeito ao trabalho com temas
específicos, relacionadas a uma problemática que pode ser individual ou de m
grupo de crianças. Estas atividades têm por objetivo facilitar a elaboração de
sentimentos de relação a uma determinada questão e elaborar estratégias de
enfrentamento. A manipulação do material está diretamente ligada ao momento da
vida das crianças e facilita verbalização dos sentimentos encobertos.
"É no brincar, e talvez
apenas no brincar, que a criança ou o adulto fruem sua liberdade de
criação".(WINNICOTT, 1976)
Através do simbólico jogo da
brincadeira, a criança irá entender o mundo ao redor, testar habilidades
físicas (correr, pular), funções sociais (ser o construtor, a enfermeira, a
secretária), aprender as regras, colher os resultados positivos ou negativos
dos seus feitos (ganhar, perder, cair), registrando o que deve ou não repetir
nas próximas oportunidades (ter mais calma, não ser teimoso). A aprendizagem da
linguagem e a habilidade motora de uma criança também são desenvolvidas durante
o brincar.
“Freud ensinava que uma criança
brinca não somente para repetir situações satisfatórias, mas também para
elaborar as que lhe foram traumáticas e dolorosas”. (ABERASTURY, 1992, p.13).
A brincadeira permite um
extravasar dos sentimentos, auxilia na reflexão sobre a situação, criando
várias alternativas de conduta para o desfecho mais satisfatório. O ato de
brincar com outras crianças favorece o entendimento de certos princípios da
vida, como o de colaboração, divisão, liderança, obediência às regras e
competição.
Segundo Fescher (2005), através
do brincar a criança está experimentando o mundo, os movimentos e as reações,
tendo assim elementos para desenvolver atividades mais elaboradas no
futuro.
Portanto, as crianças tendo a
oportunidade de brincar, estarão mais preparadas emocionalmente para controlar
suas atitudes e emoções dentro do contexto social, obtendo assim melhores
resultados gerais no desenrolar da sua vida.
O brincar da criança não é apenas um
ato espontâneo de um determinado momento. Ele traz a história da criança,
revelando quais foram os efeitos de linguagem e da fala em cada sujeito, sob a
forma de um circuito transferencial específico.
O processo de desenvolvimento de cada criança necessita
de desencadeares através da linguagem e da fala. Isto quer dizer que, sem
linguagem e a fala, os chamados processos de desenvolvimento não serão
acionados.
"É no brincar, e somente no
brincar, que o indivíduo, crianças ou adulto, pode ser criativo e utilizar sua
personalidade integral: e é somente sendo criativo que o indivíduo descobre o
eu" (Winnicot, 1975)
Ao pensarmos na importância do
brincar no desenvolvimento global, encontramos na literatura que o jogo, seja
de que tipo for, é o meio natural da criança se auto-expressar, já que detém a
oportunidade de libertar seus sentimentos e descontentamentos, através da
utilização do brinquedo. Na psicologia esta interação compõe a ludoterapia.
A criança tem dentro de si
potencial e este emerge nas situações de sua vida, e nestes momentos, o
indivíduo apresenta ao mundo seu ritmo e sua harmonia. E o brinquedo nada mais
é do que a linguagem da criança.
Enquanto Vygoststy fala do
faz-de-conta, Piaget fala do jogo simbólico, e pode-se dizer, segundo Oliveira
(1997), que são correspondentes.
O brinquedo cria uma zona de
desenvolvimento proximal na criança (OLIVEIRA, 1997, p. 67), lembrando que ele
afirma que a aquisição do conhecimento se dá através das zonas de
desenvolvimento: a real e a proximal. A zona de desenvolvimento real é a do
conhecimento já adquirido, é o que a pessoa traz consigo, já a proximal, só é
atingida, de início, com o auxílio de outras pessoas mais “capazes”, que já
tenham adquirido esse conhecimento.
Piaget (1998), diz que a
atividade lúdica é o berço obrigatório das atividades intelectuais da criança,
sendo, por isso, indispensável à prática educativa (AGUIAR, 1977).
Na visão sócio-histórica de
Vygotsy (1989, p. 63), “a brincadeira, o jogo, é uma atividade específica da
infância, em que a criança recria a realidade usando sistemas simbólicos”. Essa
é uma atividade social, com contexto cultural e social.
Para Vigostyky apud WAJSKOP
(1999, p. 35):
...a brincadeira cria para as crianças uma zona de desenvolvimento
proximal que não é outra coisa senão a distância entre o nível atual de
desenvolvimento, determinado pela capacidade de resolver independentemente um
problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da
resolução de um problema, sob a orientação de um adulto, ou de um companheiro
mais capaz.
O brinquedo da mesma forma que o
brincar não é um objeto neutro, pois condensa a história da criança com outros
objetos.
Lins apud Vygostsky (1989),
classifica o brincar em algumas fases: durante a primeira fase a criança a se
distanciar de seu primeiro meio social, representado pela mãe, começa a falar,
andar e movimentar-se em volta das coisas. Nesta fase, o ambiente a alcança por
meio do adulto e pode-se dizer que a fase estende-se até em torno dos sete
anos. A Segunda fase é caracterizada pela imitação, a criança copia os modelos
dos adultos. A Segunda fase é marcada pelas convenções que surgem de regras e
convenções que surgem de regras e convenções a elas associadas.
Vygostsky (1998, p. 109), ainda
afirma que
é enorme a influencia do
brinquedo no desenvolvimento de uma criança. É no brinquedo que a criança
aprende a agir numa esfera cognitiva, ao invés de numa esfera visual externa,
dependendo das motivações e tendência internas, e não por incentivos fornecidos
por objetos externos.
Para Freud (1976), o brinquedo e
o brincar são os melhores representantes psíquicos dos processos interiores da
criança. Eles estão em significação, na busca do sentido dos atos da criança.
Winnicott (1976), acrescenta que
além das significações e sentidos, os brinquedos são também objetos
transacionais, isto é, eles se encontram no meio do caminho entre a chamada
realidade concreta e a realidade psíquica da criança.
Negrine (1994, p. 20), em estudos
realizados sobre aprendizagem e desenvolvimento infantil, afirma que “quando a
criança chega à escola, traz consigo toda uma pré-história, construída a partir
de suas vivências, grande parte delas através da atividade lúdica”.
Atualmente, muitos estudos são
dedicados à compreensão do instrumento lúdico como potencializador do
desenvolvimento. Desde o brinquedo utilizado nas pré-escolas em ludotecas, até
como instrumento, clínico, em consultórios, o brinquedo tem sido amplamente
utilizado, abrindo espaços para discussão e estudos que procuram apontar como
este instrumento, típico da fase da infâcia, pode configurar em um objeto de
estudo bastante rico.
Para alguns autores (Bruner,
1976, 1978; Lagngley, 1985; Rubin;Howe, 1985; Vieira, 1994; Vygostsky, 1994;
Winnicott, 1978), o brinquedo é, indiscutivelmente, um veículo que media a
relação da criança com o mundo e influencia n amneira de como as crianças se
relacionam e interagem.
Para
vygostsky (1994), o prazer não pode ser considerado a característica definidora
do brinquedo, como muitos pensam. Para o autor, o brinquedo na verdade,
preenche necessidades, entretendendo-se estas necessidades como motivos que
impelem a criança à ação. São exatamente estas necessidades que fazem a criança
em seu desenvolviento.
Conquanto seja fácil perceber que as crianças brincam
por prazer, é mais difício para as pessoas verem que as crianças brincam para
dominar angústias, controlar idéias ou impulsos que conduzem à angústia se não
forem dominados.
Ao brincar interativamente com os adultos, a criança
começa a alterar o curso da brincadeira pelo prazer que dela emana,
desenvolvendo então a competência de recriar situações, em uma conduta
criativa. Tais brincadeiras contribuem para o desenvolvimento cognitivo.
Brincando, a criança vai além da situação na busca por soluções, pela ausência
de avaliação ou punição.
A criança se expressa por intermédio de suas
brincadeiras, pois é através do ato de brincar que ela elabora seus medos, suas
fantasias, suas angústias, isto é, seu mundo interno. A partir da possibilidade
de elaboração das brincadeiras, a criança pode elaborar e enfrentar as
situações difíceis que vivenciará mais pra frente.
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